sexta-feira, 27 de maio de 2011

os representam o Pará no Brasileirão

De Belém do Pará para o Brasileirão

Quarta-Feira, 25/05/2011

Jogadores representam o Pará no  Brasileirão (Foto: Sites oficiais dos clubes)

Ganso, Jobson e Giovanni: Pará tem craques mas nenhum clube na Série A (Foto: Sites oficiais dos clubes)

Há quase seis anos o Paysandu disputou pela última vez a Série A, sendo rebaixado ao final do campeonato e iniciando um longo período de ausência dos clubes paraenses da elite do futebol brasileiro. Desde então, o único jeito de ver um paraense brilhando na primeira divisão é quando um jogador nascido no estado aparece em algum clube da elite do futebol nacional, e muitos deles sequer vestiram profissionalmente as camisas de clubes do Pará.

Paulo Henrique Ganso é o maior exemplo. Natural da cidade de Ananindeua, Ganso partiu direto dos juniores do Paysandu para as categorias de base do Santos. Com 21 anos, Ganso já é um dos maiores destaques do futebol nacional, e desponta como o favorito à camisa 10 da seleção para a próxima Copa do Mundo. Mesmo envolvido em especulações sobre sua transferência no meio do ano, Ganso garante que fica pelo menos até o final da libertadores no Brasil.

O sucesso de Ganso motivou o Santos a apostar em uma nova geração de paraenses. Além do atacanete Moisés, de 22 anos, o único a se destacar em um clube paraense vencendo o estadual do ano passado pelo Paysandu, a base santista conta com o atacante Renan, de 19 anos, o meia Tiago Alves e o volante Romário, ambos de 18, nomes desconhecidos no futebol paraense, assim como o lateral Pará de 28 anos, destaque no Santo André e contratado pelo Santos em 2009, onde esteve por um bom tempo entre os titulares. Dos 38 jogos do brasileirão, Pará disputou 33 em 2009 e 30 em 2010, e agora tenta reconquistar o espaço no clube.

Outro paraense que será observado na série A é o atacante Jobson, do Bahia. Natural de Conceição do Araguaia, o jogador de 23 anos surgiu para o futebol no Brasiliense-DF em 2008, e depois de uma rápida passagem pela Ásia, foi destaque no Botafogo e chegou a ser disputado por grandes clubes do país, mas o vício em crack quase interrompeu a sua carreira. Voltando ao Botafogo, as polêmicas extra-campo tornaram Jobson uma incógnita no futebol nacional.

Rejeitado pelo Botafogo e pelo Brasiliense, Jobson teria a chance de recomeçar no Atlético-MG em 2011, mas estava insatisfeito com a reserva e deixou o clube. Agora o paraense disputará posição no ataque do Bahia com Souza, ex-Corinthians, e Robert, ex-Palmeiras, e pode aproveitar a escassez de gols dos concorrentes para voltar às manchetes como o atacante rápido e goleador que tem talento para ser, e não como um atleta problemático.

E no Atlético-MG está um paraense que muito em breve pode brilhar na elite nacional. É o meia Giovanni Augusto, de 21 anos, revelado na base do Paysandu ao lado de Ganso, e que se destacou disputando a copa São Paulo de juniores em 2008 pelo time bicolor, mas a torcida do Papão não veria Giovanni chegar ao time profissional. Contratado pelo Atlético-MG, o meia chegou a ser emprestado para o Náutico em 2010, onde ganhou experiência e assumiu a camisa 10.

De volta ao galo, Giovanni Augusto ganhou a posição de titular e a camisa 10 sob o comando do técnico Dorival Júnior, e apareceu no campeonato mineiro como o principal articulador de jogadas da equipe, barrando o experiente Ricardinho - dispensado recentemente. Sério candidato a revelação do brasileirão, Giovanni é mais um jogador paraense que pode brilhar na Série A sem ter passado pelo futebol paraense, que se distancia cada vez mais da elite do futebol nacional.